começo do fim

Tem dias que não sei se estou no fim ou no começo, e o que é pior: se eu quero uma coisa ou outra. Talvez por isso eu esteja sempre inconclusa, procrastinada, em suspenso, acreditando que sonho e desejo são travessias.

Às vezes me pergunto: se ainda é o começo terei fôlego para chegar lá? Se estou na metade, a ansiedade me deixará cumprir o trajeto? E, sem sentir, fico colocando pequenas pedrinhas no caminho, tentando atrasar o ato final, porque depois dele terei que parar de buscar…

pes_vinhoChegando lá, quase sem fôlego, nada de me esbaldar num sofá macio, abrir uma champagne e pedir massagem nos pés – nunca sei se mereço essas pequenas pausas vitoriosas e, feito vício, coloco outra coisa na mira do olhar. Aperto o passo, ignorando o cansaço ou as pálpebras pesadas.

E, de novo, quando meu peito rompe a linha de chegada, quando as luzes se acendem e as cortinas se fecham, quando estou ali no bar comemorando e o garçom traz a última rodada, percebo que o final conquistou o seu lugar e a saideira sou eu…

Espalhe por aí...Share on Facebook
Facebook
0Tweet about this on Twitter
Twitter
Email this to someone
email

Responder

Seu e-mail não será publicado.


*